O Brasil inicia 2026 com retração significativa na área plantada de algodão, movimento mais expressivo em Mato Grosso, coração da produção nacional. Segundo relatório do Imea divulgado em dezembro de 2025, a área no estado será reduzida em 7,28%, passando de 1,54 milhão para 1,43 milhão de hectares. A Abrapa, em seu primeiro relatório da safra 2025/26 (janeiro 2026), projeta queda nacional de 5,5%, totalizando 2,052 milhões de hectares.
Fatores que explicam a retração estratégica
Produtores ajustam suas estratégias diante de preços do algodão em baixa e custos de produção elevados. Em janeiro de 2026, a cotação CEPEA/ESALQ registra R$ 4,50/kg no mercado físico, pressionada por estoques globais elevados. A soja e o milho, com maior liquidez e margens mais seguras, atraem 60% da área que antes era destinada ao algodão em Mato Grosso.
Ainda assim, a produtividade média nacional deve se manter estável em 1.800 kg/ha, graças a tecnologias de plantio e manejo aprimoradas. O resultado: impacto direto no mercado de farelo de algodão.
Impacto direto no mercado de farelo de algodão
O farelo de algodão, principal coproduto da fibra, enfrenta redução de oferta prevista para o 2º semestre de 2026. Análises setoriais indicam valorização gradual dos preços, criando oportunidades para pecuaristas e indústrias que dependem deste insumo.
Essa tendência beneficia diretamente produtores rurais que utilizam farelo em rações de terminação e crescimento, especialmente em confinamentos de gado de corte.
Vantagens nutricionais do farelo de algodão na pecuária
O farelo de algodão se destaca por seu perfil nutricional balanceado:
- Proteína bruta: 28-38% (ideal para complementar rações);
- Energia metabolizável: Liberação gradual, sem picos glicêmicos;
- Fibra: 8-12% (essencial para saúde ruminal).
Estratégias práticas para produtores em 2026
- Planejamento de estoque: Garantir fornecimento com parceiros que oferecem rastreabilidade completa;
- Monitoramento de cotações: Acompanhar semanalmente plataformas como Notícias Agrícolas e Agrolink;
- Formulações híbridas: Combinar farelo de algodão com soja para melhor custo-benefício;
- Contratos futuros: negociar volumes com fixação de preço para o 2º semestre.
Perspectivas para 2º semestre de 2026
Com colheita concentrada entre junho e agosto, o 2º semestre trará maior pressão sobre a oferta de farelo. Produtores que planejarem agora terão vantagem competitiva em custos e disponibilidade. A DUAL reforça seu compromisso de apoiar a pecuária brasileira com soluções nutricionais de qualidade superior.


