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Farelo de algodão peletizado ao lado do farelo de algodão farelado para confinamento bovino

Na nutrição de bovinos em confinamento, a maior parte das discussões técnicas se concentra nos parâmetros químicos dos ingredientes. Proteína bruta, NDT, fibra bruta e gossipol entram na conversa logo no início. Essas discussões são necessárias, mas frequentemente deixam de lado um fator decisivo: o formato físico do farelo que entra na mistura. Ou seja, a diferença entre o farelo de algodão peletizado e o farelado pesa no resultado do lote.

Portanto, a escolha entre o farelo moído (farelado) e o formato peletizado não é uma questão estética. Também não é preferência do comprador. Na verdade, trata-se de uma decisão técnica. Ela impacta a eficiência da fábrica de ração, a uniformidade do misturador, o desperdício no transporte e o consumo real no cocho. Assim, entender essas diferenças é o que separa uma formulação que funciona no computador de uma que funciona na fazenda.

O que acontece com o farelo farelado na operação

O farelo de algodão farelado é o produto que resulta diretamente da extração do óleo do caroço. Por isso, a granulometria irregular e as partículas finas são características naturais desse processamento. Na fazenda, no entanto, essas características geram três problemas práticos. Eles raramente aparecem no laudo técnico, mas afetam o fechamento do lote.

1. Perda por poeira no transporte e no manuseio

O primeiro problema é a perda física por poeira. Em viagens longas de caminhão, por exemplo, a fração mais fina se dispersa no ar. O mesmo acontece no tombamento dos sacões para o misturador. Ou seja, há perda real de matéria antes de o produto chegar ao cocho. Essa perda não aparece na nota fiscal, mas reduz os nutrientes que o formulador calculou.

2. Segregação dentro do misturador

O segundo problema acontece dentro do misturador horizontal. Partículas com granulometria variada e peso específico diferente tendem a se segregar durante a mistura. Assim, a homogeneização da ração fica comprometida. O resultado é uma distribuição desigual de nutrientes. Uma parte do lote recebe mais proteína do que o calculado, enquanto a outra recebe menos. Consequentemente, a consistência zootécnica do plano nutricional se perde.

3. Seleção de ingredientes no cocho

O terceiro problema é o mais relevante do ponto de vista zootécnico: a seleção no cocho. Bovinos em confinamento são seletivos quando podem escolher o que comer. Diante de partículas com tamanhos e densidades diferentes, o animal consome primeiro os ingredientes mais palatáveis. Depois, deixa o pó acumulado no fundo do cocho. Na prática, portanto, o laudo diz que o animal recebe 380 g/kg de proteína bruta. Já o consumo real ao longo do dia pode ser bem diferente. A granulometria do farelo explica boa parte desse comportamento.

As vantagens técnicas do farelo de algodão peletizado

O farelo de algodão peletizado passa por uma etapa adicional depois da extração do óleo. As partículas são submetidas a calor, pressão e umidade controlados em uma prensa peletizadora. Em seguida, o material é compactado em pellets cilíndricos, com granulometria uniforme e densidade padronizada.

Do ponto de vista nutricional, a composição química do peletizado é equivalente à do farelado de mesma especificação. O Farelo de Algodão 38% Peletizado da DUAL mantém 380 g/kg de proteína bruta. Além disso, tem NDT de 60% e fibra bruta máxima de 180 g/kg. Portanto, o que muda é o comportamento físico do produto ao longo da cadeia, do caminhão até a fábrica.

Mistura homogênea e laudo que se confirma no cocho

A granulometria uniforme dos pellets elimina a segregação no misturador. Ingredientes com tamanho e densidade semelhantes se distribuem de forma homogênea. Assim, cada quilo de ração que sai do misturador tem a composição que o nutricionista calculou. Ou seja, o laudo técnico e o consumo real do animal ficam alinhados.

Menos paradas na linha de produção

A alta fluidez dos pellets também resolve um problema operacional nos silos e nos transportadores helicoidais. O farelado com partículas finas tende a compactar nas paredes internas dos silos. Além disso, entope os transportadores e causa paradas não programadas. Já o farelo de algodão peletizado flui livremente. Consequentemente, a fábrica ganha eficiência e reduz manutenção corretiva.

Consumo real mais próximo da formulação

No cocho, o pellet chega triturado junto com os demais insumos. Por isso, a seleção pelo animal fica inibida. Sem a opção de separar partículas finas das grossas, o boi consome a ração como um todo. Dessa forma, a ingestão diária de proteína, energia e fibra corresponde ao que foi formulado. Essa consistência é o que transforma um bom plano nutricional em resultado real no fechamento do lote. Vale lembrar que o papel do farelo de algodão nas dietas de crescimento e terminação depende dessa regularidade de consumo.

Quando optar pelo farelo de algodão peletizado e quando optar pelo farelado

A escolha entre peletizado e farelado depende do sistema de produção. Também depende da infraestrutura da fazenda e do objetivo do comprador.

O farelo farelado é adequado para confinamentos que utilizam misturadores verticais de alta rotação. Esses equipamentos homogeneízam ingredientes de granulometrias diferentes. Além disso, o formato funciona bem onde há limpeza regular dos silos. Por fim, ele atende dietas com múltiplos ingredientes, em proporções que compensam a variação granulométrica.

Já o farelo de algodão peletizado é a escolha mais indicada em quatro situações. Primeiro, em fábricas de ração que operam com misturadores horizontais. Segundo, em confinamentos com alto volume diário, onde a eficiência operacional é prioridade. Terceiro, em sistemas com cochos cujo design favorece a seleção pelo animal. Por fim, em qualquer operação que priorize a garantia de que o laudo se traduza em consumo real.

De todo modo, a decisão ideal passa sempre pelo nutricionista da fazenda. Ele avalia a infraestrutura disponível, o perfil do lote e os objetivos de ganho de peso. Depois disso, define qual formato se encaixa melhor na formulação. Materiais técnicos de referência, como os publicados pela Embrapa Gado de Corte, ajudam a embasar essa avaliação.

A garantia técnica do farelo de algodão peletizado em cada entrega

Na DUAL, o Farelo de Algodão 38% Peletizado passa pelo mesmo rigor de controle laboratorial da versão farelada. Cada carga expedida acompanha laudo técnico com os parâmetros físico-químicos verificados. Entre eles estão proteína bruta, fibra bruta, extrato etéreo, gossipol livre máximo de 1,2 g/kg e aflatoxina máxima de 20 ppb. Assim, o produtor recebe o produto e também a comprovação técnica do que está incluindo na dieta do rebanho. Para entender os limites de segurança, veja como funciona o controle técnico do gossipol no farelo de algodão.

O fornecimento é programado com entrega no prazo definido e modalidade frete CIF para as principais regiões do Brasil. Portanto, a operação de confinamento não sofre rupturas de abastecimento no pico de demanda do segundo semestre. Para avaliar volumes e prazos, fale com o time comercial da DUAL.

FAQ sobre farelo de algodão peletizado

O farelo de algodão peletizado tem a mesma composição nutricional que o farelado?

Sim. O processo de peletização não altera a composição química do farelo. Portanto, o produto mantém os mesmos parâmetros da versão farelada: 380 g/kg de proteína bruta, NDT de 60% e fibra bruta máxima de 180 g/kg.

O calor da peletização afeta a proteína do farelo?

Não, desde que o processo seja conduzido dentro dos parâmetros técnicos corretos. Como o calor é controlado, a proteína disponível não é degradada. Além disso, o laudo técnico de cada entrega confirma o teor proteico real do produto.

O farelo de algodão peletizado tem controle de gossipol?

Sim. Cada entrega acompanha laudo com controle de gossipol livre máximo de 1,2 g/kg. Ou seja, o produto fica dentro dos limites estabelecidos pela legislação brasileira.

O formato peletizado resolve a seleção no cocho?

Em grande parte, sim. A uniformidade granulométrica dos pellets reduz a capacidade do animal de selecionar ingredientes. Dessa forma, o consumo real se aproxima da formulação calculada.

Como escolher entre o farelado e o peletizado na minha operação?

A decisão depende da infraestrutura da fazenda, do tipo de misturador e do perfil do lote. Por isso, o nutricionista da propriedade é o profissional mais indicado para avaliar. Ele define qual formato se encaixa melhor na formulação e nos objetivos de ganho de peso. Conheça a linha de farelo de algodão da DUAL.