A implementação do mandato B15 em agosto de 2025 reconfigurou os fluxos de abastecimento das distribuidoras de combustíveis em todo o território nacional [3]. Em 2026, com a obrigatoriedade da mistura de 15 por cento de biodiesel consolidada há quase um ano, o foco operacional das empresas de distribuição migrou da fase de adaptação regulatória para o desafio diário de manter a consistência e a estabilidade da mistura final entregue nos postos de combustíveis [3]. No segundo semestre, período historicamente marcado pelo aquecimento das atividades econômicas e pelo aumento expressivo na demanda por óleo diesel, a eficiência operacional das distribuidoras é testada ao limite [2]. Nesse cenário de alta pressão por volume, a escolha de um fornecedor de biodiesel que alie conformidade técnica rigorosa a uma logística de retirada ágil e previsível é o fator que define se a distribuidora protegerá sua margem ou enfrentará passivos operacionais custosos.
OS DESAFIOS TÉCNICOS DA ESTABILIDADE À OXIDAÇÃO NA MISTURA FINAL
O biodiesel é um combustível biodegradável produzido por meio da reação de transesterificação de óleos vegetais ou gorduras animais. No Brasil, onde o óleo de soja é a principal matéria-prima da cadeia de biocombustíveis, a presença de ácidos graxos insaturados na composição química do produto exige um controle térmico e de armazenagem extremamente rigoroso para evitar a degradação natural por oxigênio.
Sob a perspectiva da distribuição de biodiesel B15, a estabilidade à oxidação do produto recebido da usina determina diretamente a vida de prateleira da mistura final estocada nos tanques das bases operacionais. Quando o biodiesel entregue possui um período de indução baixo, ele se deteriora rapidamente em contato com o ar e metais, desencadeando a formação de polímeros insolúveis, os chamados sedimentos ou borra.
A presença de borra nos tanques de mistura final provoca danos severos:
Primeiro, causa o entupimento constante de filtros de combustível em bombas de abastecimento e frotas de transporte, parando veículos no meio da operação.
Segundo, gera riscos elevados de não conformidade nas análises mensais obrigatórias realizadas pela ANP, cujas resoluções 909/2022 e 968/2024 responsabilizam diretamente a distribuidora pela qualidade final do diesel BX comercializado.
Terceiro, provoca perdas significativas de volume por degradação física do produto estocado.
Por essa razão, garantir um biodiesel que saia do processo industrial com uma estabilidade à oxidação superior ao limite mínimo regulatório é uma necessidade vital para a segurança da distribuidora.
LOGÍSTICA DE RETIRADA: A PREVISIBILIDADE QUE A OPERAÇÃO EXIGE
Além do rigor com os parâmetros químicos do combustível, a logística de suprimentos de biodiesel opera sob o conceito estrito de just-in-time. As distribuidoras trabalham com estoques de segurança reduzidos e qualquer atraso na retirada das cargas de biocombustível pode afetar as metas diárias de faturamento e gerar custos elevados de estadia de frotas e retrabalho operacional.
A maioria das usinas comercializa o biodiesel sob a modalidade de frete FOB, repassando à distribuidora a responsabilidade pela contratação do frete e coordenação da retirada física do produto na usina. Sem um sistema de agendamento ágil por parte do fornecedor, as distribuidoras enfrentam filas quilométricas de caminhões-tanque na usina, desgaste na relação com transportadoras e aumento desnecessário no custo logístico.
A SOLUÇÃO INTEGRADA DA DUAL PARA O SEGUNDO SEMESTRE
Para responder a esses gargalos de mercado, a Dual Agroindústria estruturou suas operações sob um modelo de verticalização total da cadeia produtiva de suas plantas industriais em Mato Grosso. A originação e o esmagamento da soja ocorrem no mesmo complexo onde o óleo degomado é refinado e transesterificado em biodiesel.
Esse processo integrado permite o controle de umidade, acidez e a isenção de impurezas em todas as etapas, assegurando um biodiesel de soja com altos índices de estabilidade à oxidação natural, com a conformidade chancelada pelo selo Bio da ABIOVE (auditado de forma independente pelo IQA).
No campo logístico, para garantir a eficiência das operações FOB de nossos clientes, a Dual utiliza o sistema digital de agendamento de transportes TRIZY. Através da plataforma, a distribuidora escolhe e agenda previamente o dia e o horário exato da retirada da sua carga. O motorista do caminhão-tanque chega à nossa planta industrial com a certeza de um carregamento ágil e programado, sem tempo ocioso e com previsibilidade total. Neste segundo semestre, garanta que a conformidade técnica e a agilidade logística andem juntas na sua operação de distribuição.


